9.11.09
mais para cá, na parede, um respiro. tantas imagens juntas de um tempo breve e caloroso. nenhuma que defina em sua superficie a totalidade da experiência, mas todas juntas amontoadas.
12.10.09
na parede em cima da janela um suporte de vela. no metal desgastado, amarradinha por uma fita de cetim está a foto de um barco muito branco levantando espuma em água salgada e verde. dá pra ver um pontinho negro nele, uma cabeça, e um braço levantado acenando. acenando.
17.9.09
perto desse canto, à baixa altura, uma foto na parede. impressa em casa, firme por dois pequenos alfinetes nos cantos superiores. talvez um pouco desgastada. um rio, ao atardecer. uma bóia vermelha flutuando sobre a água e um balão no céu, muito alto, tanto que parecia do tamanho da bóia. tudo muito calmo.
11.9.09
neste canto esquerdo tem um dia de vento no térreo de um prédio frio de cimento. blusa marron, calça cinza, cara muito séria e uma máquina fotográfica. talvez ninguém sabia, mas ela pensava na tolerância dolorida de viver naquela cidade. mas tem mais coisas nas paredes deste quarto.
2.9.09
era uma casa, ou um quarto? era um quarto. um quarto muito engraçado, não tinha teto, não tinha nada. mas tinha lembranças.
23.8.09
porque como toda boa história, está ligada a outras histórias. carrega um pouco das outras, um pouco de si, um pouco de espaço preenchido devagar pelas possibilidades do futuro. como a gente, eu acho.
21.8.09
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